Ministério da Saúde:

Reconheça adequadamente o vegetarianismo no Guia Alimentar para Crianças Menores de 2 anos

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GUIA ALIMENTAR PARA CRIANÇAS MENORES DE DOIS ANOS DE IDADE

Consulta pública

http://portalms.saude.gov.br/audiencias-e-consultas-publicas/43839-consulta-publica-n-4-guia-alimentar-para-criancas-menores-de-2-anos

 

Consta no Guia (Linha 690 a 729)

Alimentação de crianças vegetarianas

Se a família for adepta do vegetarianismo, deve dar atenção à escolha da  combinação dos alimentos. A variação é importante para atender as necessidades da criança e prevenir deficiências nutricionais. É fundamental que  a criança vegetariana seja acompanhada por profissionais de saúde que monitorem o crescimento e desenvolvimento e orientem a alimentação com informações referentes à prática do vegetarianismo.

A criança vegetariana ou vegana, assim como todas as demais, deve ser amamentada por 2 anos ou mais e, nos primeiros 6 meses, só receber leite  materno. Se a criança não for amamentada, não se recomenda que receba leites vegetais caseiros (de soja, coco, amêndoas, arroz, aveia, entre outros)  em substituição à amamentação, porque essa prática traz risco para o crescimento e desenvolvimento.

Os principais cuidados de acordo com o tipo de vegetarianismo são:

  • Ovolactovegetarianos (comem ovos, leite e laticínios e não comem  carnes) e lactovegetarianos (comem leite e laticínios e não comem carnes e ovos)  A criança pode compartilhar esses tipos de alimentação, mas deve haver variedade de alimentos para garantir quantidades  adequadas de ferro. No almoço e jantar, diariamente, devem estar presentes 1 alimento do grupo dos feijões (leguminosas) e 1 vegetal  folhoso. Uma fruta rica em vitamina C após a refeição é importante para aumentar a absorção de ferro dos alimentos de origem vegetal.
  • Ovovegetarianos (comem ovos e não comem carnes, leites e laticínios)  

– É importante ter uma alimentação variada para garantir quantidades  adequadas de ferro e cálcio. Se a criança é amamentada, boa parte do cálcio de que ela precisa vem do leite materno. O restante deve vir dos  alimentos de origem vegetal, como espinafre, couve, bertalha, brócolis, alho-poró, tofu e amêndoa. Recomenda-se acompanhamento com profissionais de saúde para avaliação da diversidade alimentar,  orientação sobre fontes de ferro e cálcio de origem vegetal e sobre a possível necessidade de suplementação de nutrientes.

  • Vegetarianos estritos (não comem carnes, leite e laticínios e ovos) e veganos (não comem carnes, leite e laticínios, ovos e outros alimentos  de origem animal, como mel) – É fundamental o acompanhamento com profissionais de saúde para avaliar o consumo alimentar e de nutrientes, verificar o crescimento e orientar a alimentação. Recomenda-se que, após 6 meses, a criança receba suplementação de vitamina B12 e de  ferro, pois as principais fontes desses nutrientes não estão presentes na alimentação vegana. Junto com uma alimentação diversificada, o objetivo dos suplementos é ajudar na prevenção da anemia


O que a SVB solicita:

Que mantenha a introdução

Que coloquem os tipos de vegetarianismo apenas, e que retirem a recomendações para cada grupo pois confundem mais e muitas são recomendadas para todos os “tipos” de vegetarianismo

Que coloquem abaixo “orientações gerais” organizadas, e indicadas a todos os “tipos”

Correção do erro em relação ao ferro com uso de referência bibliográfica

 


Nova redação sugerida:

Alimentação de crianças vegetarianas

Se a família for adepta do vegetarianismo, deve dar atenção à escolha da  combinação dos alimentos. A variação é importante para atender as necessidades da criança e prevenir deficiências nutricionais. É fundamental que  a criança vegetariana seja acompanhada por profissionais de saúde que monitorem o crescimento e desenvolvimento e orientem a alimentação com informações referentes à prática do vegetarianismo.

A criança vegetariana ou vegana, assim como todas as demais, deve ser amamentada por 2 anos ou mais e, nos primeiros 6 meses, só receber leite  materno. Se a criança não for amamentada, não se recomenda que receba leites vegetais caseiros (de soja, coco, amêndoas, arroz, aveia, entre outros)  em substituição à amamentação, porque essa prática traz risco para o crescimento e desenvolvimento.

O Vegetarianismo é o regime alimentar que exclui todos os tipos de carnes.

O vegetarianismo costuma ser classificado da seguinte forma:

(a) Ovolactovegetarianismo: utiliza ovos, leite e laticínios na sua alimentação.

(b) Lactovegetarianismo: utiliza leite e laticínios na sua alimentação.

(c) Ovovegetarianismo: utiliza ovos na sua alimentação.  

(d) Vegetarianismo estrito: não utiliza nenhum produto de origem animal na sua alimentação.                                                                                                                                                         

 ORIENTAÇÕES GERAIS OU É RECOMENDADO QUE:   

A criança pode compartilhar esses tipos de alimentação,  mas deve haver variedade de alimentos para garantir quantidades  adequadas de ferro. No almoço e jantar, diariamente, devem estar presentes 1 alimento do grupo dos feijões (leguminosas) e 1 vegetal  folhoso. Uma fruta rica em vitamina C após a refeição é importante para  aumentar a absorção de ferro dos alimentos de origem vegetal.

É importante ter uma alimentação variada para garantir quantidades  adequadas de ferro e cálcio. Se a criança é amamentada, boa parte do cálcio de que ela precisa vem do leite materno. O restante deve vir dos  alimentos de origem vegetal, como espinafre, couve, bertalha, brócolis, alho-poró, tofu e amêndoa.

Recomenda-se que, após 6 meses, a criança receba suplementação de ferro como toda criança, e outras vitaminas caso ou  conforme recomendação do ministério da saúde. Além disso a vitamina B12 deve ser avaliado ou suplementada principalmente em veganos, já que essa vitamina não está presente nos alimentos de origem vegetal.