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univhopkinsRedução no consumo de carnes, leite e ovos diminuiria o impacto dos brasileiros sobre as emissões de gases de efeito estufa no país

Uma nova de pesquisa da Universidade Johns Hopkins, recém-publicada no revista científica Global Environmental Change, analisou dados de 140 países e os impactos ambientais de diferentes dietas nas emissões de gases de efeito estufa e no uso de recursos hídricos de cada país. 

Para a análise, os pesquisadores consideraram vários tipos de dietas fornecendo 2300 calorias e 69 gramas de proteína por pessoa por dia. Dentre estas, avaliaram a dieta padrão do país, dietas envolvendo abstenção de produtos de origem animal um dia por semana, dietas sem laticínios, vegetarianas, dietas parcialmente veganas e dietas 100% veganas.

Os resultados mostraram que o Brasil é um dos países com uma das maiores pegadas de carbono por habitante do mundo, mas que a diminuição no consumo de produtos de origem animal - ainda que apenas um dia por semana - reduziria substancialmente o impacto de cada habitante sobre as emissões de gases de efeito estufa.

Considerando o conjunto dos 140 países, em um cenário hipotético de mudança para uma dieta vegana (sem nenhum produto de origem animal), a redução per capita nos níveis de emissão de gases de efeito estufa provenientes da alimentação chegaria a 70% em média.  

Resultados parecidos foram observados em relação ao impacto das dietas sobre a pegada hídrica dos brasileiros (ou seja, sobre o consumo direto e indireto da água necessária para produção de alimentos para cada habitante). Os autores argumentam que a redução no consumo de carnes, ovos e laticínios teria grande potencial de reduzir o gasto da água usada na produção de alimentos (incluindo a água extraída de cursos d’água para irrigação de colheitas), contribuindo assim para a mitigação de futuras crises hídricas.

Além dos benefícios ambientais, a redução no consumo de carnes e derivados poderia trazer também benefícios à saúde da população, principalmente no combate a doenças crônicas e obesidade. Um primeiro passo neste sentido é a adoção de campanhas como a Segunda Sem Carne, que substitui  as carnes, ovos e leite por proteína vegetal de valor nutricional equivalente um dia por semana. No Brasil, a campanha encontra um número crescente de adeptos, está presente em mais de 100 municípios e só no primeiro semestre de 2019, ofereceu mais de 42 milhões de refeições à base de vegetais em escolas públicas, instituições de caridade e refeitórios de empresas. 

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Fonte: Kim et al (2019). Country-specific dietary shifts to mitigate climate and water crises. Global Environmental Change, 101926.

 

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