Esta palestra examinará a relação entre cristianismo e vegetarianismo durante a Era Cristã. Já havia uma tradição vegetariana na época de Jesus, instituída pelos seguidores de Pitágoras, e há indícios históricos do vegetarianismo de muitos dos primeiros cristãos, inclusive de pelo menos 3 discípulos de Jesus, levando a crer que o próprio Jesus era vegetariano.
Esta opinião logo foi considerada herética e, na época do imperador Constantino (cerca de 325 d.C.), foi decididamente rejeitada pela Igreja. Os animais eram vistos então como feras sem alma e uma divisão profunda e básica haveria entre eles e os seres humanos.
Até o início do moderno movimento vegetariano na Inglaterra, no século XIX, pouca gente no mundo ocidental questionou os dogmas da Igreja. Uma igreja cristã vegetariana, a Igreja Cristã da Bíblia (Bible Christian Church), foi fundada na Inglaterra em 1809 e, em 1847, membros desta igreja foram importantíssimos para a fundação da Vegetarian Society, a primeira do mundo.
Mais tarde, no século XIX, houve muitos vegetarianos pioneiros, na Inglaterra e em outros países. Três místicos cristãos, Anna Kingsford, Edward Maitland e John Todd Ferrier, deram contribuições importantes para o crescimento do vegetarianismo. Viam o modo de vida vegetariano como parte essencial do cristianismo e, como muitos outros defensores do vegetarianismo, consideravam as mulheres iguais aos homens. Os princípios da não violência e da unidade de todas as formas de vida são dois temas básicos desta palestra.