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| Heron José de Santana Gordilho |
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Além de ser professor da Faculdade de Direito da UCSal onde coordena o Núcleo de Estudos em Direito Ambiental, orientando alunos da graduação. Ademais, é promotor de justiça do Meio Ambiente de Salvador (Bahia), onde atua, junto com associações de proteção animal, lutando contra qualquer forma de crueldade contra os animais. Atualmente é coordenador, juntamente com Luciano Santana, da Revista Brasileira de Direito Animal, a primeira revista do gênero na América Latina. Em 8 de agosto de 2006 foi eleito Presidente do Instituto Abolicionista Animal, instituição que vem somar esforços na libertação dos animais, dando suporte jurídico e fundamentação filosófica, assim como apoio técnico na formulação e ajuizamento de ações em defesa dos interesses dos animais.
Heron José de Santana Gordilho apresentará, no 3º Congresso Vegetariano Brasileiro, a seguinte palestra:
O consumo de carne e o aquecimento global Relatórios da ONU revelam que a criação de animais de corte é responsável por cerca de 18% por cento das emissões mundiais de gases estufa, responsáveis pelo aquecimento do planeta, superando a indústria global de transportes. Seja como for, a pecuária industrial nega aos animais uma vida minimamente decente, pois dezenas de milhares de milhões de frangos hoje produzidos nunca foram ao ar livre, e vivem em galpões que podem ter mais de 20.000 aves, onde o nível de amônia no ar decorrente de suas fezes acumuladas arde seus olhos e fere seus pulmões. Em seguida são abatidos com apenas 45 dias de idade, quando seus ossos imaturos dificilmente poderiam suportar o peso de seus corpos. As condições são ainda piores para as galinhas poedeiras, abarrotadas em jaulas tão pequenas que, mesmo se estivessem em apenas uma gaiola ela seria incapaz de esticar as asas, o que leva as aves mais agressivas bicarem até a morte as aves mais fracas. Para evitar esta situação os produtores cortam seus bicos com uma lâmina quente, sem qualquer anestésico, embora no bico dessas criaturas existam tecidos nervosos, pois são o principal instrumento de seu relacionamento com o ambiente. Porcos podem ser os mais inteligentes e sensíveis dentre os animais que geralmente comemos e podem exercer essa inteligência explorando variados ambientes. Antes de dar à luz, as porcas utilizam palhas e galhos para construir um confortável e seguro ninho, que funcionam como uma cama. Mas hoje, as porcas grávidas são mantidas em jaulas tão estreitas que mal podem se virar ou ficar em pé. Os leitões são retirados da porca o mais rapidamente possível, para que ela possa engravidar novamente, sem nunca deixar o galpão, até que sejam levadas para o abate. Os defensores desses métodos de produção afirmam que embora eles sejam lamentáveis, são uma resposta necessária a uma população crescente em busca de alimentos. É triste que o Brasil contribua com esta tragédia ambiental e se isto continuar, o resultado será o sofrimento de animais em uma escala ainda maior e o aumento de desastres ambientais. Não obstante, pessoas sensíveis como Paul McCartney e Rajendra Pachauri, Nobel da Paz e presidente do Painel Intergovernamental para as Alterações Climáticas (IPCC) alertam que os governos locais podem desempenhar importante papel ajudando os cidadãos a reduzirem o consumo de carne e outros produtos de origem animal, por exemplo, promovendo campanhas como “um dia sem carne por semana”. De fato, na cidade de Ghent, Bélgica, esta campanha foi realizada através da parceria entre uma ONG e a prefeitura da cidade. Juntos eles distribuem mapas da cidade com destaque para os restaurantes vegetarianos e folhetos explicativos, além de incentivarem a mudança no cardápio dos restaurantes da cidade. Ghent introduziu inclusive um dia vegetariano por semana nas 35 escolas municipais, uma iniciativa que também está ocorrendo em Baltimore, nos EUA. Programas semelhantes foram iniciados recentemente em São Paulo e em Hasset, Bélgica, e outras cidades estão estudando fazer o mesmo. Na Grã-Bretanha a campanha “ Segunda-feira sem Carne” está estimulando as pessoas a descobrirem os benefícios do vegetarianismo e o governo sueco produziu um guia com orientações sobre alimentação saudável e favorável ao clima. No Brasil, as pessoas continuam a consumir grandes quantidades de carne, contribuindo não apenas com os efeitos negativos sobre o clima e a biodiversidade, mas também sobre a nossa saúde, aumentando o risco de doenças cardiovasculares, obesidade, diabetes e câncer do aparelho digestivo. Uma conta que, no final, será paga por todos nós. Pense nisso.
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Novidades
- Atrações Artísticas
- Jaime Chatkin
- Luciano Rocha Santana
- Tagore Trajano
- Oficina 3: Abolição animal - contraste com a pujante cultura local (Róger D´Oliveira)
- Oficina 1: Ação direta como instrumento de militância & como organizar um coletivo
- Oficina 2: Soluções multimodais para efetivação dos direitos enquanto grupo ativista (SVB – Rio)
- Feira Vegetariana
- Demonstrações Culinárias
- Carlos Naconecy
Heron José de Santana Gordilho é professor de Direito Ambiental e Direito Constitucional da Graduação e da Pós-graduação do Curso de Direito da UFBA, mestre em direito econômico e ciências sociais tem se destacado na luta pelos direitos animais, tendo sido o primeiro a escrever, no Brasil, tese de doutoramento em Direito Animal com o título Abolicionismo Animal.


