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O Dr. Alberto Gonzalez é médico e cirurgião formado pela
Universidade de Brasília, tendo realizado mestrado e doutorado em
medicina pelo Instituto de Pesquisas Cirúrgicas de Munique, Alemanha.
Atuou como professor de Fisiologia Neuro-cardiovascular e
Respiratória e responsável pelo serviço de Endoscopia Digestiva do
Curso de Medicina da Universidade Estácio de Sá no Rio de Janeiro. Autor do livro "Lugar de Médico é na Cozinha" (Edil editora, 2007, 3a edição).
Médico do Programa de Atenção à Saúde da Família de Campos do Jordão
- UNIFESP. Coordenador da Oficina da Semente e do Curso de Extensão
"Bases Fisiológicas da Terapêutica Natural e Alimentação Viva"
O Dr Alberto Gonzalez apresentará no 2o Congresso Vegetariano Brasileiro a seguinte palestra:
O câncer: uma doença que nos ensina a viver
O câncer é descrito desde tempos imemoriais, como uma doença
fatal, terminal, que inexorávelmente leva à morte. Continua sendo um
mistério para o homem, nos meios científicos e acadêmicos. É também um desafio, pois enfrenta a habilidade do homem de usar terapias inovadoras e medicamentos quimioterápicos. Apesar dos progressos, a grande maioria dos pacientes acabam evoluindo
vagarosamente para o êxito letal. Na espiritualidade é tema de
discussões, pois desafia conceitos de vida e materialidade.
O câncer tem origem multifatorial, apresentando no entanto um
perfil comum: tem alta incidência nos ambientes urbanizados e
industrializados, com alto consumo de proteína animal, seja de alta ou
baixa renda. Apresentam, do lado oposto, índices reduzidos em
populações vegetarianas, semi vegetarianas e de maior contato com a
natureza e alimentos in natura.
A ciência despertou para o fato, e diversos alimentos e
fitoterápicos do reino vegetal vem sendo descritos como preventivos
para o câncer. Mas isto é ainda a ponta do iceberg, uma visão
reducionista. O que devemos fazer para evitar ou mesmo fazer regredir o câncer passa longe de ingerir este ou aquele alimento ou chá.
Nesta palestra serão mostradas imagens de microscopia de campo
escuro de pacientes com câncer ou com grande possibilidade de
desenvolver a doença. Será mostrada a relação de um terreno biológico
sadio com uma vida em harmonia com a natureza. A restauração do terreno
biológico, mesmo em pacientes com estado avançado da doença, apresenta
resultados evidentes na qualidade de vida do paciente. Uma
abordagem integrativa é a proposta, respeitando as medidas protocolares
instituídas, mas valorizando também os métodos não-hegemônicos.
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