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Índice do Congresso

Alex Hershaft

O termo 'vegan' define para mim um estilo de vida prático, sem crueldade, que tem a ver com a missão de minha vida. Significa optar por alimentos sem carne, lacticínios, ovos, mel e ingredientes derivados destes produtos (por exemplo, gelatina e caseína). Significa optar por roupas sem couro, pele, seda e outros produtos advindos da exploração de animais. Significa optar por produtos de higiene pessoal, de limpeza e outros que não são testados em animais. Significa evitar ao máximo o uso de filmes feitos com gelatina, borrachas que possam conter ingredientes de origem animal  e, ocasionalmente, alimentos que contenham açúcar que possa ter sido refinado a partir de ossos de animais. Não significa infernizar  a vida dos meus amigos bisbilhotando sua geladeira e caixa de remédios à procura destes itens. Em resumo, significa procurar viver de forma suave e amorosa num mundo imperfeito.

Na primavera de 1975, eu já era vegetariano há 13 anos e nunca tinha conhecido nenhum vegetariano. Quando caiu em minhas mãos um folheto anunciando o Congresso Vegetariano Mundial em Orono (ME), senti que seria uma boa oportunidade para conhecer outros vegetarianos. De fato, encontrar 1500 vegetarianos de diferentes partes do mundo, com diferentes profissões e nível educacional, vestindo roupas diferentes e falando línguas diferentes foi uma experiência sem igual. Decidi devotar o resto da minha vida à promoção do vegetarianismo.

Tornei-me vegan em 1981, quando fundei a FARM (http://www.farmusa.org).  Minha principal motivação era então e ainda é a compaixão, a simpatia e o respeito pela vida. Quando organizei a conferência 'Action For Life' (Ação pela Vida) - que deu origem ao movimento dos direitos dos animais nos Estados Unidos, no verão de 1981, eu estava chocado com a hipocrisia de alguns líderes do movimento de direitos dos animais que ainda comiam carne. Mas daí refleti sobre minha própria hipocrisia em comer ovos, laticínios e outros alimentos baseados na exploração animal. Tornei-me vegan da noite para o dia: senti falta de queijo e sorvete por algum tempo, mas nunca voltei atrás.

Ser vegan mudou minha vida de várias maneiras importantes. Ganhei mais vitalidade, saúde e auto-respeito. Perdi o apetite por alimentos gordurosos, bebidas alcoólicas e amigos não-vegans. O aspecto mais compensador de ter virado vegan foi a satisfação de causar menos mal aos animais, a mim mesmo e ao planeta.

Meu maior desafio como vegan tem sido convencer meus amigos vegetarianos éticos a concluir sua completa emancipação de alimentos de origem animal. Com freqüência observo que poderiam diminuir substancialmente sua contribuição pessoal à crueldade com os animais substituindo laticínios e ovos de sua dieta.

Minhas experiências no Gueto de Varsóvia durante o Holocausto Nazista causaram um profundo impacto em minhas escolhas subseqüentes. Sentia-me de alguma forma culpado por ter sobrevivido quando tantos outros não sobreviveram, e um senso de dever para redimir minha sobrevivência assumindo sua cota de responsabilidade em tornar este planeta um lugar melhor para viver para todos os seus habitantes. Depois da guerra, tornei-me ativo em movimentos de libertação religiosos, de direitos civis, pela paz e ambientalistas, com muita satisfação, mas sempre sentindo que algo estava faltando. Depois de minha profunda experiência emocional no Congresso Vegetariano Mundial tirei um tempo para refletir sobre a raiz dos problemas-chaves que desafiam a sobrevivência do planeta, isto é, a fome, a devastação ambiental, a opressão e a guerra. Por incrível que pareça, todas as evidências apontavam para a criação de animais como causa comum. A missão da minha vida tornou-se clara como cristal. Em particular, minha experiência no campo de concentração nazista permitiu-me enfatizar a condição dos animais criados confinados nas fazendas industriais de hoje, nos salões de leilão e nos abatedouros. Sei por experiência própria como é ser tratado como um objeto sem valor, ser caçado pelos assassinos de minha família e amigos, me perguntar todos os dias se veria o sol nascer no dia seguinte, ser jogado num caminhão de gado apinhado a caminho do abatedouro.

 

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Alex apresentará no 36o Congresso Vegetariano Mundial as seguintes palestras e painéis:  

Palestra: "Como Conquistar Corações e Estômagos" - campanhas vegetarianas bem-sucedidas

    A. Princípios da modificação do comportamento

  • Direta (coerção)
  • Intelectual (mudança das crenças)
  • Emocional (afetar os sentimentos)

    B. Elementos de uma campanha bem-sucedida

  • Definição: aplicação sistemática, planejada do poder de mudar o comportamento
  • Pesquisa: problemas, conseqüências, pontos fortes e fracos, meta da negociação
  • Planejamento: propósito, objetivos, amplidão, temática, duração, recursos, plano de ação
  • Execução: estrutura de comando; decisão, feedback, revisão e processos; mídia
  • Fechamento: meta de negociação, mídia, relatório para apoiadores

    C. Estudos de Caso

  • Great American Meatout (Grande Dia Sem-Carne Americano)
  • Healthy School Lunches  (Lanches Saudáveis na Escola)
  • World Farm Animal Day (Dia dos Animais de Fazenda)

Palestra: "A Tragédia dos Animais de Fazendas Industriais" - show com 80 slides

    A. Fazendas Industriais

    B. Transporte

    C. Abate

    D. Impacto Ambiental

 

Painel (com David Pye e Caryn Hartglass): Como o vegetarianismo pode ajudar a salvar o meio ambiente.

 

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