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Brasil sedia desfile "Moda
sem Crueldade"
Seguindo a linha dos
integrantes do grupo Peta
(People for the Ethical
Treatment of Animals), o
Brasil vai sediar o
primeiro desfile de moda
reunindo marcas e
estilistas que trabalham
com roupas, acessórios,
cintos, bolsas, calçados e
cosméticos fabricados sem
componentes ou testes em
animais.
O evento, intitulado "1º.
Veg Fashion - Moda sem
Crueldade", acontece nos
dias 12 e 13 de novembro,
no Costão do Santinho, em
Florianópolis (SC), e é
parte integrante do "36º.
Congresso Vegetariano
Mundial", que acontece no
mesmo local entre 8 e 14
de novembro.
"O objetivo do evento é
apresentar a moda do
futuro: ecológica e
socialmente correta.
Consumo consciente;
respeito ao meio-ambiente,
animais e solidariedade
são alguns dos conceitos
que fundamentam a proposta
das peças a serem
apresentadas na passarela
pelas modelos da Ford
Models", explica Danielle
Ferraz, organizadora do
evento e também professora
e consultora de moda do
Senac, São Paulo.
No primeiro dia do "Veg
Fashion" serão
apresentadas criações dos
alunos de moda da
Universidade do Estado de
Santa Catarina (UDESC). No
segundo dia, a passarela
vai mostrar os modelos de
estilista Caio Von Vogt,
conhecido por criar peças
a partir da fibra de juta,
considerada matéria-prima
100% natural. E também a
proposta de várias marcas,
entre elas a Treetap, que
utiliza o couro vegetal,
feito à base de látex
natural, extraído das
seringueiras nativas na
Floresta Amazônica. Já a
designer Suzana Rodrigues,
de Brasília (DF)
apresentará bijuterias e
acessórios criados a
partir de sementes e
confeccionadas por
presidiárias.
- Alta-costura mostra
sobrevida em Paris
Os
desfiles de alta-costura
em Paris terminaram na
quinta-feira com um
pequeno grupo de
estilistas fazendo questão
de levantar a bandeira do
setor, que vive uma fase
difícil e conta com cada
vez menos talentos. Os
nomes das grandes maisons
que exibiram suas criações
exclusivas nesta temporada
puderam ser contados nos
dedos de uma mão:
Christian Dior, Valentino,
Chanel, Christian Lacroix
e Jean-Paul Gaultier.
A Givenchy ficou de fora
das coleções
outono-inverno porque
ainda não encontrou
substituto para o
estilista galês Julien
Macdonald, que deixou a
grife em março. Emanuel
Ungaro e a Versace
fecharam suas divisões de
alta-costura devido aos
altos custos. Hanae Mori
fez um desfile de
despedida na noite de
quarta-feira, após 50 anos
no ramo. O clima era de
emoção, e a estilista
japonesa de 78 anos foi
ovacionada em pé, ao lado
de sua equipe de
costureiras, usando seus
tradicionais aventais
brancos.
Alguns pessimistas prevêem
que, se o ritmo atual de
fechamentos se mantiver,
dentro de alguns anos a
alta-costura deixará de
existir. No entanto, as
coleções vibrantes desta
semana deixam claro que
ainda existe vida no
setor, que emprega
centenas de bordadeiras,
chapeleiros, especialistas
em trabalhos com penas e
outros artesãos. Na
coleção majestosa que
desenhou para a Dior,
inspirada em Zsa Zsa Gabor
e na imperatriz austríaca
Sissi, o estilista
britânico John Galliano se
expressou com uma profusão
de arminhos, sedas e
peles.
Consta que um de seus
vestidos pesava 45 quilos
- mais ou menos tanto
quanto a modelo que o
desfilou, como observou um
comentarista de TV.
Christian Lacroix e a
Chanel enxugaram um
pouco suas criações, mas,
mesmo assim, exibiram uma
profusão de detalhes
luxuosos, dos paetês
brilhantes que recobriam
um cardigã longo aos
bordados delicados sobre
um vestido de festa.
Valentino, mostrou
por que continua a ser o
estilista preferido das
estrelas na noite do
Oscar, exibindo uma
coleção impecável que
assinalava riqueza em cada
centímetro de suas peças.
Gaultier
colocou na passarela
heroínas com capas
esvoaçantes feitas de
materiais preciosos. A
atriz francesa Catherine
Deneuve, que desde a
aposentadoria de Yves
Saint Laurent transferiu
sua lealdade para Gaultier,
declarou que a
sobrevivência da
alta-costura é crucial
para o legado cultural da
França.
"A alta-costura ainda é
algo maravilhoso, inútil,
transitório e, ao mesmo
tempo, eterno. Ela garante
o trabalho de muitas
pessoas de maneira
artística, intensa e
dinâmica", disse. A Dior e
a Chanel prometeram manter
a alta-costura viva. No
caso da Dior, os desfiles
extravagantes vêm
funcionando como
fantástica ferramenta de
publicidade que lhe
permite conquistar novos
clientes em mercados
emergentes como a China.
Como prova de seu
compromisso com o setor, a
Chanel adquiriu cinco
fornecedores
especializados, inclusive
a célebre empresa de
bordadeiras Lesage. Com
esse gesto, na prática,
garantiu o "adiamento da
execução" do setor.
-
Walério Araújo leva pneus
reciclados à passarela
O desfile de Walério
Araújo, que vai rolar no
dia 15 de julho, na Semana
de Moda Casa de Criadores,
vai ser politicamente
correto. Isso porque o
estilista deve usar
papetes feitas com pneus
reciclados em seus
modelos.
Walério mostrará uma
coleção inspirada em uma
das ruas mais famosas da
cidade de São Paulo, a 25
de Março. Serão peças
chiques e concentradas, e
com muita informação.
O estilista faz uma
releitura do início da
carreira, o que criou uma
mistura do luxo com o
trash, que vem em cores
como fúcsia, vermelho,
preto, prata e ouro.
Plumas e paetês vão estar
elásticos com fios
metálicos coloridos,
pastilhas paetizadas e
placas de metal, além de
fitas e flores bordadas
com fios prata, preto e
ouro.
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