Palestra de Alex Hershaft A Tragédia dos animais em fazendas industriais – Exibição com 80 slides (resumo) O título desta palestra é “Você está com toda essa fome?” é uma exibição de slides sobre a tragédia dos animais em fazendas industriais. Eu sou Alex Hershaft, da organização chamada Movimento de Reforma das Fazendas Industriais - FARM. As pessoas criam animais para comer desde tempos imemoriais e ainda hoje há quem pense que eles são criados como antigamente, em fazendas pequenas, cheios de carinho por parte de seus criadores, mas algo terrível aconteceu a partir da Segunda Guerra Mundial: o advento das fazendas industriais. E isto ocorreu por duas razões. Uma foi que existia bastante comida excedente, grãos em especial, que precisavam ser usados para algum fim. A idéia foi usá-los para alimentar os animais e assim acabar com todos os excedentes. A outra coisa que aconteceu foi uma grande industrialização nos EUA e na Europa após a Guerra. E então chegou a época das chamadas fazendas industriais, na quais as fazendas foram substituídas por fábricas e o cuidado dos fazendeiros foi substituído por máquinas e computadores. Os seis principais produtos das fazendas industriais são: OVOS LATICÍNIOS FRANGOS PERUS PORCOS GADO E eu vou falar sobre cada um deles para mostrar como é sua verdadeira produção. 1°) OVOS: Assim que saem dos ovos os pintinhos são selecionados de acordo com o sexo e todos os machos são descartados imediatamente em sacos plásticos para lixo, onde são deixados para morrer sufocados numa morte lenta e dolorida porque assim é mais barato. As fêmeas são colocadas nas chamadas “gaiolas de bateria”. O termo gaiola de bateria é usado porque elas são empilhadas como as células de uma bateria. Sete, oito ou até mesmo dez aves são enfiadas em gaiolas originalmente projetadas para uma galinha, novamente, para reduzir os custos da produção. As gaiolas são feitas de telas de arame que viram as penas das galinhas. Elas são forçadas a permanecer no piso de tela de arame das gaiolas, o que acaba cortando os seus pés ao ponto de elas precisarem às vezes ser arrancadas à força das gaiolas, quando, após cerca de 8 meses, elas param de pôr ovos. Ao final do ciclo da produção de ovos, as galinhas estão tão deformadas e tão destruídas que elas não são mais aceitas como nenhum tipo de alimento. Elas são geralmente jogadas no lixo. Não são nem mortas, apenas descartadas ainda vivas no lixo. 2°) FRANGOS E PERUS Por outro lado, as galinhas e perus criados para o abate são mantidas em galpões bem grandes. Infelizmente, os gases oriundos dos excrementos dos animais, a saber, sulfito de hidrogênio e amônia, são muito tóxicos, de modo que quando o proprietário ou o trabalhador entra no galpão, ele precisa usar máscara. Mas os animais vivem no meio desses odores suas vidas inteiras, cerca de sete semanas para os frangos e catorze semanas para os perus. Este slide mostra como os frangos vivem abarrotados. E este outro mostra os perus. Seus bicos são cortados com ferro quente para evitar que eles se firam devido ao stress em que vivem. 3°) PORCOS/SUÍNOS Seu ciclo de vida começa com o que é conhecido como criação confinada. Esta é uma pequena cela de metal onde a mamãe porca é imobilizada por toda a sua vida. Elas são engravidadas artificialmente e, quando está na época de parir, elas são transferidas para um estábulo especial para amamentar a ninhada, onde tem de se deitar e não consegue mais se mover. Lá ela alimenta seus bebês por cerca de duas semanas. Normalmente, o período de amamentação seria de doze semanas, mas os filhotes são retirados após duas semanas, para que a fêmea possa ser engravidada novamente para produzir mais filhotes. Os filhotes são levados até essas gaiolas e são alimentados com uma ração especial até que tenham idade suficiente para comer alimentos sólidos. E então são mantidos em cercados atulhados, como o que vocês podem ver, até que tenham seis meses de idade e possam ser levados ao abate. 4°) O Custo do Leite Agora vamos falar dos laticínios. Esta parte da palestra é dirigida principalmente para quem ainda não é vegano e que tem a fantasia de que sendo um vegetariano está ajudando os animais. Bem, você está ajudando um pouco. Mas você vai ver que na verdade não consegue ajudar muito os animais a não ser que você se torne vegano. Então vamos ver o que envolve essa temível indústria. Primeiro, vamos olhar a vaca. Esta é a idéia que algumas pessoas têm sobre como as vacas são criadas e, de fato, aqui e ali nós ainda vemos algumas vaquinhas pastando no prado. Mas isso representa talvez 1% da produção de laticínios nos EUA. Os outros 99% são vacas que você não pode ver porque são mantidas em grandes galpões, onde são forçadas a passar suas vidas inteiras paradas sobre um piso de concreto. Elas são amarradas a uma grade metálica, que vocês podem ver aí. Elas só têm dois intervalos por dia, quando são levadas para o salão de ordenha, onde são ligadas a máquinas de ordenha com uma série de tubos. Este lugar é muito estressante para a vaca, que frequentemente desenvolve uma doença chamada prolapso do úbere, que vocês podem ver aí, na qual as mamas da vaca ficam tão dilatadas que chegam a arrastar no chão. Essa situação gera uma outra doença conhecida como mastite, basicamente uma inflação do úbere. Essa condição tem se tornado tão freqüente, que as autoridades nos EUA, e eu presumo que também em outros países, estão permitindo que um certo número de bactérias e células nocivas passem para o leite, porque isto é inevitável, porque essas vacas já infectaram outras vacas. Então, quando você bebe leite, além da crueldade que inflige aos animais, você bebe também todas as suas células doentes e bactérias que estão no leite, aceitas pelas autoridades de saúde. Mas este não é o fim da tragédia dos laticínios, porque para a vaca continuar a produzir leite ela tem de ser engravidada todo ano. Se o filhote é fêmea, ela tem que substituir uma vaca leiteira mais velha que em geral tem uns quatro anos de idade e é mandada para o abate. Se o filhote é macho, ele é geralmente confinado a uma pequena jaula, acorrentado pelo pescoço a vida inteira e forçado a ficar de pé num piso de madeira coberto com seus excrementos. Ele é privado da luz do sol, do ar fresco e de comida natural. Ele é alimentado com uma ração especial para manter sua carne anêmica e branca e é assim que vive por cerca de 14 semanas até ser levado para o abate. Então este é outro produto que você subsidia quando bebe leite ou come queijo. CARNE Os animais criados para o consumo de sua carne são, no começo de suas vidas, criados em uma fazenda, onde são marcados com ferro quente, sem anestesia. Depois são levados a um local apertado, onde têm seus chifres cortados para evitar que machuquem outros animais. E por fim são colocados em grandes bretes de alimentação. Eles colocam até cem mil animais nesses engordadores. Não sei se vocês conseguem ver, mas cada um desses pontos é um animal vivo, respirando e aguardando seu destino. Esses animais passam cerca de um ano nos engordadores, alimentados com grãos e sementes de soja que deveriam alimentar pessoas que passam fome no mundo. E estão expostos a todo tipo de adversidade climática: sol, chuva, neve, temperaturas congelantes. É assim que age a indústria da carne. ... Mas as fazendas industriais não são o único problema que os animais criados para virar comida têm de enfrentar. Assim que os animais chegam ao seu peso máximo ou peso de mercado, como é chamado, nenhum deles pode viver até sua maturidade, porque é mais barato matá-los quando ainda são bebês ou jovens. Por exemplo, uma galinha normal vive 20 ou 25 anos, mas elas são assassinadas com sete semanas! Perus com 14 a 20 semanas. Porcos que podem viver de 20 a 30 anos são mortos com 6 meses. Vacas que podem viver até 25 anos são mortas geralmente com um ano, um ano e meio de idade para a produção de carne. Esses animais são basicamente mortos em sua infância.
|